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  • Realismo abstrato

    Gerhard Richter na Tate Modern

    Realismo abstrato

    Como parte das festividades pelos 80 anos do pintor alemão Gerhard Richter, a serem comemorados em 9 de fevereiro de 2012, a Tate Modern de Londres mostra a maior retrospectiva de todos os tempos sobre a obra do pintor. Ela compreende mais de 50 anos de sua carreira, mostrando de quadros a fotografias e percorrendo da fase Baader-Meinhof à pintura abstrata.

  • Do leste ao oeste

    Gerhard Richter na Tate Modern

    Do leste ao oeste

    Aos 16 anos, Richter abandonou a escola, começou a trabalhar com atores amadores e pintar para eles cenários e outdoors. Em 1951, o jovem foi aceito na Academia de Belas Artes de Dresden. Pouco antes da construção do Muro de Berlim, em 1961, Richter conseguiu atravessar para o lado ocidental, onde estudou até 1963 na Academia de Belas Artes de Düsseldorf.

  • Temas do cotidiano

    Gerhard Richter na Tate Modern

    Temas do cotidiano

    Depois de se transferir da Alemanha Oriental para a Ocidental, de início sua carreira progrediu lentamente. Com os artistas Sigmar Polke e Konrad Lueg, ele inventou o "realismo capitalista" – uma espécie de resposta irônica ao "realismo socialista" da Alemanha Oriental. Esta pintura, intitulada "Demo" ("Manifestação"), foi produzida em seu ateliê na cidade de Colônia, em 1997.

  • Múltiplos estilos

    Gerhard Richter na Tate Modern

    Múltiplos estilos

    Richter é conhecido como um artista que domina muitos estilos diferentes. "Eu não sigo um propósito, um sistema, uma direção, não tenho um programa, um estilo ou um objetivo", afirma o artista. Uma natureza morta floral como esta poderia ser considerada "kitsch" se Richter não tivesse desfocado e, assim, distorcido a imagem.

  • Vítima da história

    Gerhard Richter na Tate Modern

    Vítima da história

    Richter pintou o quadro "Tante Marianne" ("Tia Marianne") em 1965. A tela mostra o artista quando bebê em primeiro plano. Ao fundo, vê-se sua tia Marianne Schönfelder, então com 14 anos. Por causa de sua deficiência, ela foi esterilizada à força durante o período nazista e, depois, vítima do programa de eutanásia do regime.

  • Baseado em fotografias

    Gerhard Richter na Tate Modern

    Baseado em fotografias

    A exposição mostra a obra de Richter cronologicamente. No quadro "Mustangstaffel", de 1964, ele lembra os bombardeios a Dresden na Segunda Guerra Mundial. Richter ficou famoso em 1977, com o ciclo de pinturas "18 de outubro de 1977". Baseado em fotos jornalísticas, ele reproduziu a prisão e a morte de terroristas da Fração do Exército Vermelho (RAF), conhecida como grupo Baader-Meinhof.

  • Retratos de família

    Gerhard Richter na Tate Modern

    Retratos de família

    O retrato que Richter tirou de sua filha Betty transformou-se, assim como várias outras de suas imagens, num ícone da arte contemporânea. O artista retratou pessoas de seu ambiente familiar em muitas outras pinturas e fotografias. "Ema (nu sobre uma escada)", por exemplo, mostra sua então esposa.

  • Realidade desfocada

    Gerhard Richter na Tate Modern

    Realidade desfocada

    O nome deste quadro de 2000 é "Lilien" ("Lírios"). Como muitas outras pinturas, ela parece uma fotografia distorcida ou desfocada. Assim, Richter expressa sua dúvida filosófica em relação à fotografia e sua pretensão de reproduzir a realidade, o que de fato não consegue. Richter nunca fala sobre seus quadros, tentativas de interpretação são, para ele, repugnantes.

  • Espontaneidade planejada

    Gerhard Richter na Tate Modern

    Espontaneidade planejada

    Os quadros abstratos, que Richter pinta desde meados dos anos 1970, são o resultado de uma espécie de acaso guiado. Com um tipo de rodo, criado por ele mesmo, o artista distribui as cores sobre a tela ou as remove. As faixas de tinta sobrepõem-se, criando nuances inesperadas ou camadas sobre a tinta já seca.