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As primeiras referências às tribos germânicas datam dos primórdios do Império Romano. No correr dos séculos, poucos países europeus tiveram uma evolução tão conturbada e cheia de altos e baixos como a Alemanha.

A DW preparou para você um resumo da História da Alemanha.

  • Frederico, o Grande

    Frederico 2º, o Grande

    Frederico, o Grande

    Nascido em Berlim em 24 de janeiro, neste ano de 2012 comemoram-se os 300 anos de nascimento de Frederico 2º, rei da Prússia. Este quadro foi feito pelo pintor Anton Graff quando o monarca tinha 69 anos. O povo denominava o rei carinhosamente "Alter Fritz" (velho Fritz).

  • Juventude conturbada

    Frederico 2º, o Grande

    Juventude conturbada

    Frederico 2º odiou o pai, suas punições, a disciplina militar a que era submetido. Seu casamento forçado com a princesa Elisabeth Christine von Braunschweig-Bevern foi uma tortura. Recém-casado, apresentou sua esposa à irmã usando as seguintes palavras: "Esta é minha vaca velha". Entretanto, conta-se que no castelo Rheinsberg (foto) eles passaram alguns meses apaixonados e felizes.

  • Banquetes com filósofos

    Frederico 2º, o Grande

    Banquetes com filósofos

    Amante das artes e da literatura, Frederico 2º, que subiu ao trono em 1740, costumava oferecer banquetes a convidados especiais, com os quais podia partilhar sua cultura e sua ironia. Nessas ocasiões, a língua falada era somente francês e não apenas quando Voltaire, amigo pessoal do rei, estava entre os convidados. O rei manteve correspondência durante décadas com o grande filósofo francês.

  • Músico e mecenas

    Frederico 2º, o Grande

    Músico e mecenas

    Todas as noites eram realizados concertos no palácio para um público selecionado. Nessas ocasiões, o próprio monarca, um excelente flautista, era o solista da noite. Músicos famosos da época, como Carl Philipp Emanuel Bach, eram convidados da corte. Frederico 2º incentivou e financiou a construção de grandes obras, como a Ópera em Berlim. Culto e amigo das letras, Frederico 2º deixou também uma coleção de seis volumes com poemas líricos de sua autoria.

  • General, estrategista e audacioso

    Frederico 2º, o Grande

    General, estrategista e audacioso

    Nas três guerras da Silésia, entre 1740 e 1763, Frederico lutou contra as grandes potências da época. Não raro, como na Batalha de Zorndorf (25 de agosto de 1758), ele próprio comandava seu exército. Nem sempre eram sua astúcia e sua estratégia que conduziam à vitória. Muitas vezes ele simplesmente tinha sorte. As guerras acabaram transformando o monarca em um tirano intolerante e colérico.

  • Batatas para o povo

    Frederico 2º, o Grande

    Batatas para o povo

    No tempo de Frederico, o Grande, batatas eram uma preciosidade exótica. Considerando o enorme crescimento populacional e a fome que se alastrava no país, o monarca incentivou e impulsionou o cultivo de batatas, instituindo inclusive uma ordem oficial que ordenava a plantação de batatas.

  • Sanssouci, o palácio de Frederico 2º

    Frederico 2º, o Grande

    Sanssouci, o palácio de Frederico 2º

    Em Potsdam, perto de Berlim, ele construiu seu refúgio. O Palácio de Sanssouci foi inaugurado em 1747, com um jardim magnífico. Construído no alto de uma colina, foi a residência privada de Frederico 2º nos meses de verão. O povo podia passear pelo jardim e até mesmo visitar algumas dependências. Em 1991, mais de 200 anos após sua morte, o corpo do monarca foi transladado para Sanssouci.

  • Venerado e criticado

    Frederico 2º, o Grande

    Venerado e criticado

    Muitos instrumentalizaram a imagem de Frederico 2º em favor de interesses próprios. Durante o nazismo, ele foi considerado o exemplo típico de um homem consciente de seus deveres. Na igreja Garnisonkirche, em Potsdam, onde ele estava sepultado, os nazistas proclamaram, no "Dia de Potsdam" (21 de março de 1933), um novo Reichstag, em que Adolf Hitler foi apresentado lado a lado, à mesma altura do grande monarca, o que provocou o deboche dos caricaturistas.

  • Cavaleiro altivo

    Frederico 2º, o Grande

    Cavaleiro altivo

    Berlim inaugurou na famosa avenida Unter den Linden um monumento equestre em homenagem a Frederico 2º, 75 anos após a sua morte. Danificado durante a Segunda Guerra Mundial, o monumento foi restaurado e transferido em 1963 para Sanssouci. Em 1980, a estátua voltou finalmente para Berlim, depois que as autoridades da antiga Alemanha Oriental concluíram que Frederico 2º foi "mais que um mero déspota feudal".

  • Figura artística

    Frederico 2º, o Grande

    Figura artística

    Meio curvado e de baixa estatura, Frederico, o Grande, já era em vida uma figura lendária. Também a posteridade lhe prestou diversas homenagens: Frederico 2º foi tema de filme e retratado por artistas famosos do século 20, como Andy Warhol.

  • O Legado

    Frederico 2º, o Grande

    O Legado

    Frederico 2º foi um rei diferente: acampava com os soldados, preocupou-se com o bem-estar do povo e apesar de seu autoritarismo considerava-se um servidor do Estado. Promoveu reformas no Judiciário, proibiu a tortura, desenvolveu a instrução pública e decretou a tolerância religiosa. Durante seu reinado, a Prússia foi uma das principais potências europeias. Ele morreu em 17 de agosto de 1786.

  • A mentira de Ulbricht

    A mentira de Ulbricht

    "Ninguém tem a intenção de erguer um muro!". A frase foi dita na República Democrática Alemã (RDA – ou DDR na sigla em alemão), de regime comunista, pelo líder do SED, partido único, Walter Ulbricht, no dia 15 de julho de 1961, diante da imprensa internacional. Dois meses depois, o mesmo Ulbricht daria a ordem para dividir Berlim.

  • Uma cidade dividida

    Uma cidade dividida

    Logo cedo na manhã do dia 13 de agosto de 1961, seguranças da fronteira armados, com ajuda da polícia e dos então chamados grupo paramilitares, começaram a abrir caminho nas ruas e calçadas e a levantar barricadas. Estacas de concreto foram fincadas no chão e quilômetros de arame farpado foram esticados.

  • Pedra sobre pedra

    Pedra sobre pedra

    Ruas, linhas de trem e de bondes que ligavam Berlim Oriental à Ocidental foram interrompidas e estações de metrô foram fechadas. Alguns dias mais tarde, começaram a ser demolidos os prédios localizados na linha divisória e iniciada a construção do muro de concreto.O trabalho era observado por policiais armados.

  • Última chance

    Última chance

    Em 15 de agosto de 1961, o soldado Conrad Schumann – destacado para controlar a divisa na rua Bernauerstrasse, ainda sem muro – aproveitou a última chance de fugir, pulando sobre o arame farpado em direção à liberdade.

  • Checkpoint Charlie

    Checkpoint Charlie

    Nas semanas que se seguiram ao à construção do Muro de Berlim, a Guerra Fria atingiu um dos seus momentos mais dramáticos. A tensão entre os EUA e a União Soviética podia ser vista claramente no posto de controle Checkpoint Charlie, no centro de Berlim: tanques dos EUA e soviéticos permaneceram, durante dias, frente a frente, à espera de um comando de ação militar.

  • Isolamento perfeito

    Isolamento perfeito

    Ao todo, a fronteira que dividia os dois lados de Berlim tinha 167,8 quilômetros. Não havia muro em todos os pontos, mas em todos os locais existiam barreiras com uma chamada "faixa da morte" – como aqui, ao longo do canal Teltow.

  • Triste notoriedade

    Triste notoriedade

    Na rua Bernauerstrasse a divisão era mais clara e absurda do que em qualquer outra parte de Berlim. Ali a marcação passava diretamente na frente das casas do lado oriental. A calçada, porém, ficava no lado ocidental. A rua acabou virando palco de fugas dramáticas – inclusive com as primeiras vítimas fatais do muro.

  • Acontecimentos dramáticos

    Acontecimentos dramáticos

    Um dia antes de seu 59º aniversário, em 22 de agosto de 1961, Ida Siekmann morreu ao pular de sua janela no terceiro andar de um prédio na rua Bernauerstrasse, tentando fugir para a calçada, no outro lado do muro. Em consequência, todas as janelas do lado oriental foram muradas.

  • Balanço do horror

    Balanço do horror

    No dia 24 de agosto de 1961 – 11 dias após o início da construção do muro – foi registrada a primeira morte a tiros por tentativa de fuga. Durante os 28 anos de existência do muro, pelo menos 136 pessoas perderam a vida buscando chegar ao lado ocidental.

  • A queda do Muro

    A queda do Muro

    Durante 28 anos, o Muro de Berlim foi o símbolo mais marcante da divisão da Alemanha e da Guerra Fria. Com a queda do Muro, que começou em 9 de novembro de 1989, acabava um triste capítulo da história alemã.